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PARASITAS!

Parasitas, de Marius von Mayenburg

Parasitas, de Marius von Mayenburg

breve coleção de obviedades sobre “o teatro e seu duplo” de Antonin Artaud

mas há aspectos do corpo, invisíveis… de que o fato de não ver, ou de ver e não perceber ou ainda de ver, perceber mas não sistematizar, não anula a existência, pois o corpo é um só, o corpo é a sede de tudo, do sentimento e do movimento, e tudo acontece junto e ao mesmo tempo, ainda que não sejamos capazes, por deficência metodológica ou por falta de poesia, de perceber tal dinâmica. então volto a Antonin Artaud e a crítica ao afastamento que o teatro sofre daquilo que é físico, mundano, humano; do místico e do religioso… ocorre, acho, é que existem outras formas de se apreender um acontecimento cênico que não pelos ouvidos e os olhos separadamente, é só não negar as possibilidades; o caso é que focando o teatro em movimentações esteriotipadas e no texto, ou melhor, estando o teatro concentrado no texto e tomando o corpo como um acessório – o que Artaud imputa ao teatro ocidental – ele não pode atingir integração das sensações de quem assiste, uma vez que é ele mesmo fragmentado; portanto, há que se basear o teatro na vida, no movimento vivo das personagens. e é nesse devir, na vida da personagem, que localizo – pensando em Artaud – o divino, o religioso e místico no teatro -. Continuar lendo