tire minha camisa molhada. deve agora tirar minha camisa molhada e secar meu suor. e enquanto seca deve dizer palavras doces e me olhar com olhos agradáveis, que me tranquiliza. deve me tirar a roupa e secar meus braços, minhas pernas, meu tronco, meu sexo. deve secar meu rosto carinhosamente, como a mãe dum filme que vi há muito tempo, numa carícia contínua e interminável de mãe. deve sentir meu suor molhando suas mãos, e deve me abraçar e sentir que escorro pelo seu colo, pelve, pernas, pele. e então vem o momento em que me beija, o momento em que inegavelmente seus lábios tocam os meus e eu fecho os olhos e não sei se você os fecha também e só o que sei de você são seus lábios e sua língua e as minhas mãos nas suas costas; e seus dentes e seu nariz e cabelos. e então vai. deve ir embora. deixar-me para que eu possa acordar só, te procurar na cama, na sala, na geladeira e não te encontrar de jeito nenhum.
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é o poder da palavra, hein? hshshsh.
raduan!
bom demais! te fudê!
q persona eh essa, capaz de tanta passividade? anda a esperar ou acomodar? me angustia tamanha unilateralidade do personagem que manteve-se coerente ao longo de toda narrativa na sua busca passiva por carinho, atenção e afeto.
isso tudo me deu uma idéia, valeu!!!